Série: Mulheres no mercado de TI

A área tecnológica trouxe ao longo da história importantes mulheres que contribuíram muito para futuro da computação. Em 1943 surge um novo nome feminino que traz grandes contribuições para o desenvolvimento programação como um todo. Grace Hopper ajudou na criação da linguagem COBOL, projeto no qual outras três mulheres também tiverem participação. Hoje, com o crescimento do mercado de tecnologia, existe um movimento para que as mulheres ocupem mais espaço nesse mercado, um exemplo é a parceria entre a WoMakersCode e a Microsoft, que desenvolveram uma maratona digital com a proposta de trazer mais informações às mulheres e incentiva-las em investir sua carreira no mundo tecnológico. Para entender um pouco melhor desse cenário, entrevistamos a Sibele Pimentel, atua na área de Gestão de tecnologia, para falar sobre sua trajetória profissional, conhecer suas conquistas e desafios encontrados no dia a dia. Confira abaixo!

  • O que mais te motiva a trabalhar na área de TI?

Ter a possibilidade de experimentar todos os mercados que existem. É um diferencial que eu vejo, podemos trabalhar em serviços financeiros, varejo, indústria. Então é possível experimentar diferentes áreas e trabalhar com pessoas. Nessa minha trajetória eu vejo que são as pessoas que desenvolvem a tecnologia.  O trabalho em equipe é comunicação e engajamento, pois tu ficas muito próximo do time nas entregas. A área de tecnologia te tira da zona de conforto, com o avanço da transformação digital, atendendo uma área e atendendo um negócio é necessário inovar ter criatividade e se desafiar sempre. É isso que me motiva a trabalhar na área de TI.

  • A TI possui alguma particularidade? É diferente de outras áreas?

Eu vejo que na TI jamais tu vais ficar entediado. Na TI a mudança é constante, é rápida e impactante. A TI, a Tecnologia da Informação, está em tudo, em todas as áreas e segmentos e todos os produtos e serviços. Então, essa transformação digital impulsiona para que os produtos os serviços, setores, sejam interconectados. Essa é a particularidade, ao fazer essas interconexões essas entregas, não é possível ficar entediado. Essa intersecção que existe entre tecnologia e o negócio exige do profissional de TI, além das habilidades de inovação, habilidade sociais, pois é necessário compreender os problemas, debater eles para propor as soluções.

  • Você já pensou em trabalhar em outra área?

Não me imagino trabalhando em outra área. Sou muito feliz com que eu faço. E vejo que isso é muito importante, quando a pessoa está feliz no que ela faz, todo mundo ganha, a pessoa ganha, na parte pessoal e profissional e para quem ela está prestando o serviço. Não me vejo trabalhando em outra área. Tu podes atuar em vários segmentos, te proporciona experimentar de tudo e tu tem que entender do negócio, tu podes conhecer programação, analise de sistema, segurança da informação, big data, mas tu podes atuar em vários segmentos. Mas para entregar soluções tu tens que entender do negócio, não pode entender somente da ferramenta. Então a TI te desafia, por isso tu te apaixona, mesmo sem querer tu estás aprendendo o tempo todo.

  • Você já sofreu algum tipo de preconceito, seja na empresa, na faculdade ou na família, por ter escolhido atuar nesse ramo?

Não, minha família sempre me apoiou. E as empresas por onde eu passei eu sempre tive oportunidade, sempre tive voz ativa nas reuniões, a cobrança com relação as entregas e os resultados sempre foram iguais tanto para mim, quanto para os homens. Eu nunca vi diferença. Reconhecimento, eu sempre fui reconhecida pelas empresas que eu passei. Na faculdade também, apesar das mulheres serem minoria, eu nunca ame senti com tratamento diferente por ser mulher, muito pelo contrário, o meu trabalho sempre me propiciou ser convidada para participar de projetos importantes para participar de reuniões. Então as áreas me chamavam, a empresa me chamava, por causa do profissional que tu é. Desde que tu faças uma boa entrega e se relacione bem é uma questão de aliança se tu vais conversando, fazendo alianças, fazendo entregas, tu vais sendo reconhecida pelo teu trabalho, pelo menos pelas empresas onde que passei eu nunca sofri preconceito.

  • E hoje? Você acha que a visão das pessoas mudou um pouco ou você sente que ainda existe algum preconceito?

Eu vejo que as mulheres são minoria no mundo na tecnologia, isso é fato. Mas elas têm conquistado espaço. Eu acho que isso vem desde a faculdade. Primeiro que uma ciência mais exata, mais lógica, eu vejo que é uma questão cultural. Talvez no passado se entendia que a tecnologia era só para homens. Eu vejo que isso está mudando. Esta interação que a gente está fazendo, faz com que as mulheres leiam mais sobre tecnologia, a mulher na tecnologia, vai despertando para quem está começando a decidir agora com o que vai trabalhar. Então se ela lê uma matéria, se ela lê um blog relacionado a isso, ela pode se identificar. Mas eu acho que é uma questão mais cultural que a tecnologia é só para homem, mas não é. A mulher é sim minoria, acredito que ainda é na faculdade e no mercado de trabalho, mas eu vejo que ela está conquistando espaço cada vez mais. Eu nunca passei por preconceito, eu não posso dizer que exista ainda.

  • Qual a sua grande aspiração dentro de tecnologia?

Hoje eu vejo que a tecnologia está muito presente no cotidiano das pessoas, ela modifica, ela inclui comportamentos e eu me vejo colaborando para isso. A minha aspiração é continuar trabalhando com projetos inovadores. Transformar o impossível em possível. Quando a gente está entregando um projeto dizemos que tudo é possível, basta investimento e o prazo.

  • Você poderia deixar uma mensagem de incentivo para as mulheres que sonham em trabalhar com TI ou em alguma outra área que ainda sofre resistência?

Mulheres podem e devem trabalhar com tecnologia. Se você gosta de fazer a diferença está no lugar certo. Eu já trabalhei com muitas mulheres no mercado de TI e vejo que tem espaço para tudo, vejo muita mulher trabalhando com análise, gerenciamento de projeto, vejo que elas se identificam bastante com esses dois segmentos dentro da área da tecnologia. Também já trabalhei com mulheres na segurança da informação, que seria uma área técnica, programação também, marketing digital, mulheres se destacando em big data, Data Science. Já trabalhei muito com mulheres que se destacam na área de UX. Eu vejo a mulher mais participativa em analise e gerenciamento de projetos, tem agora a questão de métodos ágeis que é scrum máster e o agilista, trabalhei com mulheres organizando essa questão de times como agile, porém na infraestrutura eu trabalhei com poucas mulheres. Eu vim de programação, análise e gerenciamento de projetos, essa foi minha escolha quando eu sai da faculdade.

  • Como é a parceria e a forma de atuação da GX2, você destacaria algo?

A GX2 é uma empresa que combina tecnologia, inovação e pessoas. Eu já trabalhei com eles em duas empresas que eu passei. Eu não vejo ela como fornecedora, mas sim como uma parceira estratégica dos clientes, desenvolvendo software e alocando profissionais qualificados. E essa oportunidade de poder falar de mulher na tecnologia, eu acho isso muito bacana, pois aumenta o interesse. Estar empoderando a mulher, dando oportunidade de falar sobre a questão de discriminação, de poder falar sobre tecnologia e não ser um assunto só dos homens. Eu acho isso muito legal esse espaço que a GX2 está dando.