7 Highlights do Google Cloud Next 2026
Descubra os 7 principais highlights do Google Cloud Next ’26 e como a era da Agentic Enterprise está transformando empresas com agentes de IA. Um guia essencial para líderes de TI que querem escalar IA corporativa com governança, produtividade e vantagem competitiva.
7 Highlights do Google Cloud Next 2026

Por Luiz Garcia, CEO da GX2

Estive em Las Vegas para o Google Cloud Next '26, e posso afirmar com convicção: este evento marcou uma virada de chave. Não foi mais uma conferência sobre o que a IA pode fazer no futuro. Foi uma demonstração ao vivo do que ela já faz hoje, em produção, em escala, em empresas reais.

Como parceiro estratégico do Google Cloud, a GX2 marcou presença para trazer de volta o que há de mais relevante para os nossos clientes e parceiros. Esses são os 7 highlights principais que se destacaram na minha visão:

1. A Era da Empresa Agêntica começou, e não é hype

O Google Cloud declarou oficialmente o fim do ciclo de experimentação com IA generativa. O novo paradigma tem nome: Agentic Enterprise, a empresa onde agentes de IA autônomos não apenas respondem perguntas, mas executam trabalho real dentro dos fluxos de negócio.

A diferença é fundamental. Um chatbot responde. Um agente age: ele consulta dados, toma decisões, dispara processos, aciona outros sistemas, tudo isso dentro de guardrails definidos pela organização.

Para CTOs e CIOs, isso significa repensar não apenas ferramentas, mas arquitetura de processos. A pergunta deixou de ser "onde posso usar IA?" e passou a ser "quais fluxos de negócio posso transformar com agentes?"

2. Gemini Enterprise Agent Platform: governança em escala de agentes

A novidade mais estratégica do evento para empresas de médio e grande porte foi o lançamento da Gemini Enterprise Agent Platform, uma camada de gestão unificada para orquestrar, monitorar e governar centenas (ou milhares) de agentes de IA simultaneamente.

Os pontos-chave para quem lidera TI:

  • Agent Management System: visibilidade centralizada de todos os agentes em uso na organização, com controles de custo, performance e compliance.
  • Model Agnostic Service: a organização pode usar Gemini como motor principal, mas também integrar modelos de terceiros (OpenAI, Anthropic, modelos open source) sob a mesma camada de governança do Google Cloud.
  • Enterprise Search & Grounding: agentes conectados diretamente aos dados privados da empresa via Vertex AI Search, com controles de acesso granulares, eliminando o risco de alucinação baseada em dados desatualizados.

Para as organizações que já experimentaram agentes em projetos piloto, esta plataforma é o caminho para levar esses projetos à produção corporativa com segurança.

3. Google Workspace Intelligence: produtividade com agentes no dia a dia

O Workspace ganhou uma nova identidade e ela vai muito além do Gemini escrevendo e-mails.

O Workspace Studio é, na prática, um construtor de automações agênticas acessível a qualquer usuário de negócio, sem necessidade de programação. O exemplo mais ilustrativo: "Sempre que eu receber uma fatura no Gmail, extraia os dados para esta planilha e solicite aprovação à gestão responsável." Essa automação pode ser criada em minutos, por qualquer colaborador.

Além disso, o Google Vids agora suporta avatares digitais personalizados, permitindo que as empresas criem vídeos de comunicação corporativa com a identidade visual da marca, sem necessidade de estúdio ou gravação.

Para gestão de TI, o desafio estratégico aqui é a gestão de mudança: como garantir que essas capacidades sejam adotadas de forma produtiva e dentro das políticas da organização?

4. TPU v8: a infraestrutura que viabiliza tudo isso

Toda essa camada de agentes e modelos precisa rodar em algum lugar. O Google anunciou a oitava geração de TPUs, com duas variantes:

  • TPU 8t (training): para organizações que precisam treinar ou fine-tunar modelos proprietários com alto desempenho.
  • TPU 8i (inference): projetada para inferência de baixíssima latência e custo reduzido, o que viabiliza a execução de agentes em escala sem comprometer o orçamento de nuvem.

Para equipes de arquitetura de nuvem, entender essa diferença é crítico na hora de dimensionar workloads de IA e negociar contratos de consumo com Google Cloud.

5. Agentic Data Cloud: os dados como base dos agentes

Agentes inteligentes são tão bons quanto os dados que os alimentam. O Google apresentou o conceito de Agentic Data Cloud, com destaque para o Knowledge Catalog, uma camada que cria um grafo de contexto dinâmico de toda a organização.

Na prática, isso significa que os agentes passam a ter acesso a uma "memória corporativa" estruturada: entendem o que cada sistema contém, como os dados se relacionam e como usá-los com precisão. Isso resolve um dos maiores problemas de deployments de IA em empresas: agentes que "não sabem o que a empresa sabe".

Para líderes de dados e analytics, este é o ponto de partida para uma estratégia séria de IA corporativa.

6. Segurança: IA também na defesa

O Google apresentou novas camadas de segurança com IA, incluindo agentes especializados em threat hunting e detection engineering, que operam de forma autônoma para identificar e responder a ameaças, em integração com a plataforma da Wiz.

A mensagem foi clara: a mesma tecnologia que cria novas superfícies de ataque também é a que permite defender as organizações com mais velocidade e precisão do que qualquer equipe humana consegue operar manualmente.

Para CISOs, o tema não é mais "devo usar IA em segurança?", mas "como estruturo minha stack de segurança ao redor de agentes?"

7. Por onde começar?

Diante de tantas novidades, a pergunta mais comum de líderes de TI é: "Ok, mas por onde eu começo?" A resposta, independentemente do tamanho ou setor da organização, passa por três pré-requisitos:

Dados confiáveis como base

Agentes são tão bons quanto os dados que os alimentam. Sem governança de dados, não há IA confiável, só automação de erros em velocidade maior.

Governança desde o primeiro agente

Definir políticas, controles de acesso e limites de atuação antes de escalar evita retrabalho custoso e riscos sérios de compliance.

Gestão de mudança antes da tecnologia

O maior obstáculo em implementações de IA não é técnico, é cultural. Adoção real exige pessoas preparadas, não só ferramentas implantadas.

Organizações que acertam nesses três pilares chegam à escala com segurança. As que pulam essa etapa também chegam, porém com muito mais atrito pelo caminho.

O que fazer com essas informações?

Se você é CTO, CIO ou gestor/a de TI, o Google Cloud Next '26 deixou uma mensagem clara: a janela de vantagem competitiva para quem adotar agentes de IA em produção está aberta, mas não ficará aberta para sempre.

As organizações que saírem na frente não serão as que tiverem mais IA, mas as que souberem integrar agentes nos fluxos certos, com governança adequada e dados confiáveis como base.

Na GX2, trabalhamos exatamente nessa interseção:

conhecimento profundo de indústria combinado com as soluções mais avançadas do Google Cloud, do Workspace Intelligence ao Vertex AI, passando por segurança e infraestrutura de dados.

Se quiser conversar mais sobre como esses temas se aplicam à realidade da sua organização, estamos à disposição. Entre em contato

 

 

Desenvolvemos Pessoas, Softwares & Negócios.
Solution partners:
© Todos os direitos reservados a GX2